A empresa Fibria Celulose S/A., celebrou na manhã desta terça-feira (07/11), o início das novas operações tecnológicas no transporte de madeira de eucalipto pelos seus navios barcaças no percurso que compreende o Terminal Marítimo de Caravelas até o PORTOCEL – Terminal Especializado de Barra do Riacho, no município de Aracruz, no Espírito Santo. Máquinas enormes e modernas chegaram aos portos para operacionalizar o transporte da madeira de eucalipto do extremo sul da Bahia para Fábrica da Fibria, em Aracruz. A Fibria aplicou na modernização dos portos a quantia de R$ 54 milhões, e somente a quantia de R$ 28,54 milhões foram investidos no Terminal Marítimo de Caravelas, que fica situado entre o distrito de Ponta de Areia e o Balneário de Barra de Caravelas.

O Terminal Marítimo de Caravelas foi implantado em março de 2003. A Fibria objetivando retirar as carretas com carregamentos de eucalipto das rodovias, passou a embarcar sua madeira no terminal e fazendo o transporte de toda sua base florestal via mar até a sua Unidade Industrial de Celulose, em Aracruz. Cada Navio-Barcaça tem a capacidade para transportar 100 carretas de eucalipto. Os ganhos do novo projeto em 2017 estão no aprimoramento da segurança das operações, garantia de mais conforto ergonômico aos profissionais durante a execução das atividades e redução de 42% no tempo de carregamento/descarregamento dos navios barcaças. Dos 28 milhões investidos no terminal de Caravelas, R$ 11,56 milhões foram em equipamentos e R$ 16,98 milhões em obras civis no terminal.

 

De acordo com Lucas Bozolan Mendes, administrador de transportes da Fibria, o processo de modernização do Terminal Marítimo de Caravelas foi importante para a produtividade da empresa, para melhorar a segurança das comunidades ribeirinhas e costeiras e vai gerar menos impacto ambiental e evitar eventuais acidentes. No terminal foi realizado a adequação da plataforma do terminal que gerou 75 novos empregos a mais, que hoje passou a permitir a operação de carregamento por meio de dois guindastes, equipamentos de alta tecnologia que substituiu a operação das máquinas carregadeiras. E, além dos ganhos operacionais, o novo projeto contribuirá com os aspectos de segurança e do meio ambiente.

Para Narcisio Luiz Loss, consultor de sustentabilidade da Fibria, a empresa desenvolve várias atividades que têm como foco as áreas ambientais e as comunidades pesqueiras na região de Caravelas. Os exemplos são: a construção da sede para as associações de pescadores, fábrica de gelo para conservação de pescados, cessão de kits de equipamentos de proteção individual para marisqueiras e a reforma do píer do distrito de Pronta de Areia. E o PDRT – Programa de Desenvolvimento Rural Territorial da Fibria que contempla atualmente 32 associações e uma cooperativa, beneficiando 1071 famílias baianas, programa que busca resgatar a agricultura convencional com focos dentro dos princípios da agroecologia, gestão, produção e comercialização, além de 45 famílias de apicultores que participam do Programa Colmeias que busca contribuir para o fortalecimento da atividade apícola nas comunidades.

Segundo Narcisio Luiz Loss, a Fibria não dispensa a importância do olhar de relacionamento e principalmente, de conversar com as comunidades rurais e urbanas, para construir junto com as pessoas os novos passos, sempre objetivando a sustentabilidade, seja com as comunidades tradicionais pesqueiras ou com as comunidades extrativistas e entidades representativas, para que possa cumprir toda sua responsabilidade social na conformidade da demanda de cada população nativa.

Líder mundial na produção de celulose de eucalipto, a Fibria mantém 68 mil hectares de plantios florestais e 43,4 mil hectares de áreas de conservação no extremo sul da Bahia. A empresa está presente nos municípios de Alcobaça, Caravelas, Ibirapuã, Mucuri, Nova Viçosa, Prado, Teixeira de Freitas e Vereda. No distrito de Helvécia, a mais tradicional comunidade quilombola da Bahia, situada no município de Nova Viçosa, a empresa tem um viveiro com capacidade para produzir 30 milhões de mudas de eucalipto por ano, que gera 200 empregos diretos. (Por Athylla Borborema / Fotos de Lênio Cidreira)

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